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Mitos sobre seguro que ainda custam caro para os brasileiros

Você já ouviu alguém dizer que seguro é caro demais, que só serve para quem bate o carro ou que é praticamente impossível receber o valor na hora do sinistro? Essas afirmações circulam há anos e influenciam decisões financeiras importantes de milhões de brasileiros todos os dias.
O problema é que a maioria delas é falsa. E acreditar nelas tem um custo real: pessoas que ficam desprotegidas, famílias que perdem patrimônio e situações que poderiam ter sido resolvidas com tranquilidade, mas viraram pesadelo.
Neste artigo, você vai conhecer os cinco mitos sobre seguro mais comuns no Brasil, entender por que eles persistem e o que fazer para tomar decisões mais informadas na hora de contratar uma apólice.
Por que os mitos sobre seguro são tão difíceis de derrubar
Parte do problema está na forma como o setor de seguros sempre se comunicou com o público: linguagem técnica, contratos extensos e pouca educação financeira sobre o tema. O resultado é que muita gente chega à corretora com crenças formadas por experiências de terceiros ou por informações incompletas.
Segundo dados da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, o Brasil ainda tem uma penetração de seguros bem abaixo de países com renda per capita similar. Isso significa que boa parte da população segurável ainda não contratou nenhuma apólice, e a desinformação é uma das principais razões.
Conhecer os fatos ajuda a mudar esse cenário.
Os 5 mitos sobre seguro mais comuns
1. “Sou cuidadoso demais para precisar de seguro”
Esse é provavelmente o mito mais antigo do setor. A lógica parece razoável: se você dirige bem, não faz bobagem e cuida dos seus pertences, para que pagar por uma proteção que nunca vai precisar?
O problema dessa lógica é que ela ignora o fator externo. Você pode ser o motorista mais cuidadoso do mundo, mas não tem controle sobre o motorista que vai avançar o sinal ao seu lado. Não tem controle sobre a enchente que vai atingir sua rua. Não tem controle sobre o furto que acontece enquanto você está num evento lotado.
Seguro não existe porque as pessoas são descuidadas. Existe porque o mundo ao redor é imprevisível, e as consequências financeiras de um imprevisto podem levar anos para ser superadas sem a proteção certa.
2. “Seguro é caro demais para o meu bolso”
Essa crença é uma das que mais afasta pessoas da proteção que precisam. E ela quase sempre está baseada numa comparação equivocada: o valor do prêmio mensal versus zero.
A comparação correta é outra: o valor do prêmio mensal versus o custo de um sinistro sem cobertura.
Um seguro auto básico pode custar entre R$ 100 e R$ 300 por mês, dependendo do perfil do motorista e do veículo. Uma batida com dano total, sem seguro, pode gerar uma dívida de R$ 40.000 ou mais. Uma internação hospitalar não planejada pode custar R$ 15.000 em poucos dias.
Além disso, o mercado oferece apólices para perfis e orçamentos muito diferentes. O que costuma faltar não é uma opção acessível, mas orientação para encontrá-la.
3. “Seguro auto só serve se eu bater o carro”
Muita gente contrata seguro pensando exclusivamente em colisão e se surpreende quando descobre tudo o que uma boa apólice pode cobrir.
Roubo e furto do veículo, danos causados por enchentes e alagamentos, incêndio, danos a terceiros, quebra de vidros, assistência em viagem, guincho, carro reserva e até cobertura para acessórios são itens que fazem parte de apólices completas.
Um caso que ilustra bem essa questão ganhou repercussão recentemente: uma pessoa deixou o carro em um estacionamento para ir a um show e, ao voltar, descobriu que o estabelecimento era falso e o veículo havia sumido. O seguro, nesse caso, não cobriu porque a situação foi enquadrada como apropriação indébita, ou seja, a entrega voluntária do bem a terceiros. Mas o episódio abriu uma discussão importante: quem tinha cobertura de assistência e rastreamento saiu em situação muito melhor do que quem não tinha nada.
Conhecer o que está na sua apólice é tão importante quanto tê-la.
4. “Todos os seguros são iguais, tanto faz onde contratar”
Essa crença leva muita gente a escolher o seguro mais barato sem comparar coberturas, e a descobrir a diferença só quando precisa acionar.
Duas apólices de seguro auto com valores de prêmio parecidos podem ter diferenças significativas em franquia, rede credenciada de oficinas, limite de cobertura para terceiros, carência e abrangência territorial. Uma pode cobrir danos causados por alagamento, outra não.
A escolha do seguro certo não depende só do preço. Depende de entender o que você precisa proteger e quais coberturas fazem sentido para o seu perfil. Por isso, o trabalho de uma corretora especializada não é só operacional: é consultivo.
5. “Seguro de vida é coisa de quem é velho ou muito rico”
Esse mito tem uma raiz cultural forte no Brasil. Falar sobre seguro de vida ainda carrega um desconforto, como se contratar uma apólice fosse um sinal de pessimismo ou de que algo ruim está por vir.
Na prática, o seguro de vida é um instrumento de proteção financeira para quem tem dependentes. Se alguém depende da sua renda hoje, um seguro de vida garante que essa pessoa não vai ficar desamparada caso você não possa mais prover. Porém, o que muitos desconhecem é que o seguro de vida vai muito além e inclui também coberturas e benefícios que podem ser usufruídos pelo segurado em vida, como no caso de doenças graves e invalidez permanente ou temporária.
E o timing importa: quanto mais jovem e saudável você está na hora de contratar, menor o custo e mais abrangente a cobertura. Esperar o “momento certo” é, na maioria das vezes, o mito mais caro de todos.
O que fazer antes de contratar um seguro
Independentemente do tipo de seguro que você está considerando, algumas práticas fazem toda a diferença:
Leia as condições gerais da apólice. Não só o resumo. As exclusões de cobertura ficam ali, em linguagem técnica, mas acessível para quem se dispõe a ler.
Entenda o que cada cobertura representa na prática. Pergunte ao seu corretor exemplos reais de situações cobertas e não cobertas.
Compare coberturas, não só preços. O seguro mais barato pode ser o mais caro quando você precisar dele.
Revise sua apólice periodicamente. Sua vida muda, e sua proteção precisa acompanhar esse movimento.
Seguro não é sobre otimismo ou pessimismo
Contratar um seguro não é admitir que algo vai dar errado. É reconhecer que imprevistos acontecem independentemente da nossa vontade e que existem formas inteligentes de se preparar para eles sem comprometer o que você construiu.
Os mitos sobre seguro persistem porque poucas pessoas tiveram acesso à informação clara e sem interesse comercial sobre o tema. Esse artigo é uma tentativa de mudar isso.
Fale com um especialista antes de decidir
Se você ficou com dúvidas sobre qual seguro faz sentido para o seu perfil, ou quer entender melhor o que a sua apólice atual cobre, nossos especialistas estão disponíveis para uma conversa sem compromisso.
Preencha o formulário abaixo e entraremos em contato para entender a sua situação e indicar a melhor opção para você.
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